P o e t a E s c r i t o r J. B A T I S T A

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P O E T I Z E M - S E

terça-feira, 30 de setembro de 2025

 Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente,

os homens presentes,

a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

 


 



Coisas prá fazer invisível

Hoje vou vestir minha capa

De invisibilidade

Vou sair por aí

E ninguém vai me ver

Vou ouvir segredos tocar feridas,

com meus dedos

Sussurrar poemas nos ouvidos

Beijar bocas, dar abraços

Soprar cabelos ,como brisa

Secar lágrimas, como sol

Perfumar o ar, como jasmim

Desenhar sorrisos em caras tristes

Adoçar amargos, filtrar sonhos

Desfazer amarras, doar asas

Carregar o peso de algumas almas.

E não se assuste ,

se eu estiver do teu lado

e minha capa cair.

Selestino Oliveira

terça-feira, 23 de setembro de 2025

 Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente,

os homens presentes,

a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

 Para falar a verdade

Para falar a verdade,

escuto a voz pública,

com suas grandes asas,

numerosas bocas e ouvidos,

e olhos camuflados,

espalhando a todos os lugares

tanto a mentira quanto a verdade,

e a poesia resiste e insiste

o poeta que a mentira é uma verdade,

que se esqueceu de acontecer.

O que hei de fazer com meus versos?

Não sei mentir,

mas para falar a verdade,

concordo com o poeta quando diz,

nada mais me irrita tanto

quanto um verso de pé quebrado,

é como o trote forçado de um cavalo manco.

Bernardete Pierina Zardo

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

 É CEDO TALVEZ

Para aquele olhar primeiro

Ver, gostar,

Tentar talvez se falar

Ou se aproximar.

É cedo talvez

Para aquele beijo sincero

Cheio de emoção

Sem falar dizemos tudo.

É cedo talvez

Para aquele abraço carinhoso

Em que corpos cansados

Exprimem um suspiro

Já foi cedo...

J.Batista

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

                                                                      O PASSARINHO



UM PASSARINHO VOOU, VOOU

FEZ UM NINHO EM ALGUM LUGAR

DESTA  PÁGINA

PRA QUEM DESCOBRIR,

CHUVA NELE VAI CAIR.

NÃO TENTE ACERTAR,

POIS ELE CONTINUA A VOAR.   

J.BATISTA