P o e t a E s c r i t o r J. B A T I S T A

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P O E T I Z E M - S E

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

 JEITO DE SER

Com carinho e amor

Esquece tristeza e dor

Tem vontade de vencer

Sabe ganhar ou perder

Maneira certa de pensar

É gostoso sonhar

Tua calma te engrandece

Teu sorriso é mistério

Mas é muito sincero

Tem o dom da simpatia

Tudo, tudo é alegria

É pelo teu jeito de ser

Que ninguém vai te esquecer.

JBatista

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

 CANÇÃO DE BAR

BARZINHO perdido

Na noite fria.

Estrela guia

Na escuridão.

Que bem se fica!

Que bem! que bem!

Tal como dentro

De uma apertada

Quentinha mão...

E Rosa, a vida...

E Verlaine que está

Coberto de limo.

E Rimbaud a seu lado,

O pobre menino...

E o Pedro cachaça

Com quem me assustavam

(O tempo que faz!)

O Pedro tão nobre

Na sua desgraça...

E Villon sem um cobre

Que não pode entrar.

E o Anto que viaja

Pelo alto mar...

MARIO QUINTANA

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

 É Cedo, Talvez


Para aquele olhar primeiro

Ver, gostar,

Tentar talvez se falar

Ou se aproximar.

 É Cedo, Talvez

Para aquele beijo sincero

Cheio de emoção

Sem falar dizemos tudo.

 É Cedo, Talvez

Para aqueles abraços carinhosos

Em que corpos cansados

Exprimem um suspiro

Já foi cedo ...

J.Batista


segunda-feira, 17 de novembro de 2025

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

terça-feira, 14 de outubro de 2025

 O homem até esquece

de contemplar o seu pago,

a cada dia que nasce,

nasce como um afago,

o raiar da natureza

no girar da sua sina,

o coração quem transborda

no olhar da minha retina.

Alberto de Sales

terça-feira, 30 de setembro de 2025

 Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente,

os homens presentes,

a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

 


 



Coisas prá fazer invisível

Hoje vou vestir minha capa

De invisibilidade

Vou sair por aí

E ninguém vai me ver

Vou ouvir segredos tocar feridas,

com meus dedos

Sussurrar poemas nos ouvidos

Beijar bocas, dar abraços

Soprar cabelos ,como brisa

Secar lágrimas, como sol

Perfumar o ar, como jasmim

Desenhar sorrisos em caras tristes

Adoçar amargos, filtrar sonhos

Desfazer amarras, doar asas

Carregar o peso de algumas almas.

E não se assuste ,

se eu estiver do teu lado

e minha capa cair.

Selestino Oliveira

terça-feira, 23 de setembro de 2025

 Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer,

a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente,

os homens presentes,

a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

 Para falar a verdade

Para falar a verdade,

escuto a voz pública,

com suas grandes asas,

numerosas bocas e ouvidos,

e olhos camuflados,

espalhando a todos os lugares

tanto a mentira quanto a verdade,

e a poesia resiste e insiste

o poeta que a mentira é uma verdade,

que se esqueceu de acontecer.

O que hei de fazer com meus versos?

Não sei mentir,

mas para falar a verdade,

concordo com o poeta quando diz,

nada mais me irrita tanto

quanto um verso de pé quebrado,

é como o trote forçado de um cavalo manco.

Bernardete Pierina Zardo

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

 É CEDO TALVEZ

Para aquele olhar primeiro

Ver, gostar,

Tentar talvez se falar

Ou se aproximar.

É cedo talvez

Para aquele beijo sincero

Cheio de emoção

Sem falar dizemos tudo.

É cedo talvez

Para aquele abraço carinhoso

Em que corpos cansados

Exprimem um suspiro

Já foi cedo...

J.Batista

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

                                                                      O PASSARINHO



UM PASSARINHO VOOU, VOOU

FEZ UM NINHO EM ALGUM LUGAR

DESTA  PÁGINA

PRA QUEM DESCOBRIR,

CHUVA NELE VAI CAIR.

NÃO TENTE ACERTAR,

POIS ELE CONTINUA A VOAR.   

J.BATISTA

terça-feira, 26 de agosto de 2025

 

DE MINHA JANELA

De minha janela, vejo tudo
O que não vejo, imagino.
Nuvens no céu
Céu sem nuvens.
As casas ao meu redor,
Ao redor cheio de casas.
As pessoas que na rua passam,
Cada passo das pessoas.
A garota bonita,
O singelo rapaz.
O singelo rapaz
Com a garota bonita.
Vejo árvores e flores,
As flores nas árvores.
De minha janela,
Tenho vista panorâmica.
Vejo até o horizonte.
Posso sentir a chuva, 
O revoar de pássaros,
O cantar do rouxinol.
De minha janela...
J.Batista  

sexta-feira, 27 de junho de 2025

                            Poema no 52ª Festival internacional do folclore de Nova Petrópolis - RS


segunda-feira, 23 de junho de 2025

 


Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas

Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada.

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 18 de junho de 2025

 ENTRE SILÊNCIOS


No pátio velho o pai caminha lento

seu passo raso desenha a lembrança,

do tempo moço resta o sentimento

mas hoje é o filho quem leva a esperança.

Pisaram juntos sonhos tão diversos

em estradas que o tempo desenhou,

o pai traz versos gastos quase inversos

ao som da nova rima que chegou.

A mão que já guiou arado e destino

hoje treme a cuia ao tentar erguer,

mas tem no gesto antigo e cristalino

na força a saudade do bem-quer.

De outrora, o pai foi verbo e direção

com olhos cheios de mapas e certeza,

hoje sesteia à sombra do galpão

junto ao seu filho ouvindo a natureza.

Não há lição mais funda que esse instante

em que o silêncio pesa como chão,

o pai que já foi um grande gigante

agora é sombra leve na amplidão.

Seguem olhando ao longe, e vão calados

costurando o tempo em passos diferentes,

um leva os dias lentos e curvados

o outro aprende com silêncios ausentes.

ALBERTO SALES

sexta-feira, 6 de junho de 2025







                    
                                                                           
                    
A gota, pequena, perfeita
beija o fundo do Chemex
como se soubesse
que ali começa um ritual.
Não há pressa no milagre.
A água escorre pelo filtro,
silenciosa e paciente,
como quem compreende
que a perfeição
jamais se apressa.
Para alguns, um detalhe.
Um clique. Um instante.
Mas ali mora a essência:
o calor preciso,
o aroma que desperta,
o ouro líquido em formação.
É arte que flui,
é ciência com coração,
é o café se revelando
na sua mais pura expressão.
Gota por gota,
silêncio por silêncio,
brota o sabor da verdade
o café perfeito
não se faz
se extrai.

 Fran Dal Monte




 

quinta-feira, 5 de junho de 2025

 

No Meio do Caminho


No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

                 CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 

 

 

quarta-feira, 28 de maio de 2025

 O Mar  no Inverno 


Na praia o vento sopra devagar

Mas o frio começa a incomodar 

As ondas quebram com som salgado

Num mar  cinzento e agitado.


Areia fria sob meu pé 

O sol escondido, tímido 

O céu nublado no tom da maré 

Trazendo ao corpo um arrepio úmido 


Cadê o verão de calor e festa?

Agora até a gaivota protesta

O coqueiro dança em desatino

Temendo que, este tempo, mude o seu destino,


Mesmo assim, há certa beleza,

Na solidão e na natureza.

O frio na praia  tem seu encanto...

Silêncio...brisa...e um leve pranto.

                          Rosângela Hambsc

sexta-feira, 23 de maio de 2025

 Maré Serena


Envelhecer, sim, mas não se apagar,

feito sol que se deita, mas sempre embriaga.

Rugas dançam no rosto, traços do tempo,

memórias bordadas no sopro do vento.


Já não corre como antes, mas sabe o caminho,

não precisa de pressa, só de carinho.

Seus olhos, agora, veem mais do que viam 

o que vale é a calma das coisas que cree.


Sonha com a casa de janelas abertas,

onde o mar sussurra promessas discretas.

Ali, entre conchas e tardes douradas,

deixaria as dores nas ondas levadas.


O sal em seus cabelos seria coroa,

a liberdade, enfim, sua única pessoa.

Envelhecer perto do mar, que desejo sereno —

ser inteira, tranquila, sem peso, sem veneno.

Rosângela Hambsc

quarta-feira, 7 de maio de 2025

quarta-feira, 30 de abril de 2025

 O POETA


O poeta está presente

Quando descreve o sol poente.

Muitas vezes ao sol poente

O poeta não está presente.


O poeta mente

Ao escrever aquilo que sente.

Muitas vezes o poeta sente

Ao escrever aquilo que mente.


O poeta é como gente.

De vez em quando, friamente,

Se irrita, certamente,

Escrevendo o que vem na mente.


O poeta, inicialmente

Vai à nascente

E constantemente

Chega aos finalmente.


O poeta é gente

Que como todos mente

Escreve o que sente

Quando não está presente.


                                       J.Batista

quarta-feira, 23 de abril de 2025

 NOITE


Tenho toda noite

Para sentir

E conseguir

Falar com meu "eu".


A noite toda tenho

Você ao meu lado

Se não presente,

Em minha mente.


Tenho toda a noite

Para te abraçar

E contigo reviver

Momentos de amor.


Tenho toda a noite

Para olhar o céu

A chuva de estrelas

Que cai sob a lua.


Toda noite tenho

Para dormir

E sonhar

Com aquilo que quiser. 

                           J.Batista

terça-feira, 1 de abril de 2025

No início,

Não era como ontem.

Pássaros eram livres

Sentimentos reais.

O ar mais puro.

As árvores balançavam,

Suas folhas ao sopro de um vento sem pudor.

Dias assim com mais

Vontade de alegrar

Uns aos outros,

Sem pré conceitos.

A vida nos transformou.

Os dias passaram ligeiro,

Quase que pulando as horas

E passeando em um caminho mais curto.

Na simpatia de rostos,

Alguns ainda guardam

O semblante sereno.

No cotidiano veloz,

Uma parcela não anda.

Mas o mundo não para.

Assim se faz a vida,

Que não por escolha

Ou talvez por mera

Coincidência esta lá.

O tempo não poupa ninguém

E jamais volta atrás.

                                 JBatista

quarta-feira, 26 de março de 2025

 Bendita Poesia


Deixe a poesia

Encantar o seu dia

Um ou dois versos

Mesmo que controversos

Te alçam 

A voos de alegria

Bendita poesia


(Iara Schmegel)

terça-feira, 18 de março de 2025

 INSTA: @escritorjbatista

                                   TRAÇOS 

                                           Entre traçadas palavras,

linhas compõem um eco.

Ecoando, suadas manobras

e retas paralelas.

Por serem traçadas,

os rabiscos criam

um aspecto de dias complicados.

Em um pensamento,

um voar de imagens.

Percepção de poucos,

que a arte aprecia.

Nada pode conter o intuito

da poesia, nada pode conter,

o lápis de um poeta.

J.Batista


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

 VOCÊ

Com seu jeitinho carinhoso

Vem chegando de mansinho

Sei que é bem amoroso

Seu eterno carinho.

Como uma estrela a brilhar

No eterno universo

Fica sempre a me encantar

Com seu grande gesto.

Tudo é lindo, tudo é belo

Querida acompanhante

Com prazer te espero

Ser minha mulher, minha amante.

Penso em ti todo momento

Corpo muito sensual

Maravilhoso sentimento

Que não é nada casual.

Cada gesto é delicado

Um eterno carinho

Quero estar sempre a teu lado

Te acariciando de mansinho.

@escritorjbatista

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025


 Sou um peixe

Que vive no mar

Não sei minha idade

Estou a nadar


Esta água é uma delícia

Aqui não tem poluição

Nem tem malícia

Somos todos irmãos


Junto moramos

Sem brigar

Não existe maldade

No fundo do mar


Nossas plantas são bonitas

Estão sempre a crescer

Ninguém as prejudicam

Jamais vão morrer


É assim o meu mundo

Onde tudo é beleza

É aqui bem no fundo

Esta natureza


Estou a nadar

E continuo sonhando

Volto a realidade

Pois estão me pescando.


@escritorjbatista