Para falar a verdade
Para falar a verdade,
escuto a voz pública,
com suas grandes asas,
numerosas bocas e ouvidos,
e olhos camuflados,
espalhando a todos os lugares
tanto a mentira quanto a verdade,
e a poesia resiste e insiste
o poeta que a mentira é uma verdade,
que se esqueceu de acontecer.
O que hei de fazer com meus versos?
Não sei mentir,
mas para falar a verdade,
concordo com o poeta quando diz,
nada mais me irrita tanto
quanto um verso de pé quebrado,
é como o trote forçado de um cavalo manco.
Bernardete Pierina Zardo
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