P o e t a E s c r i t o r J. B A T I S T A

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P O E T I Z E M - S E

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Ei, Passarinho

                                      Ei, passarinho!                                   Ei passarinho!                 
                                      Vamos conversar                                Pra não voltar                             
                                      Saia do ninho                                     Saia do ninho
                                      Vamos cantar.                                     Vamos amar.

                                      Ei passarinho!                                     Ei passarinho!
                                      Venha cantar                                       Venha amar
                                      Saia do ninho                                      Saia do ninho
                                      Vamos voar.                                        Vamos Sonhar.

                                      Ei passarinho!                                      Ei passarinho!
                                      Vamos voar                                          Vamos sonhar
                                      Saia do ninho                                       Saia do ninho
                                      Venha me olhar.                                   Pra me alegrar.

                                      Ei passarinho!                                      Ei passarinho!                            
                                      Venha me olhar                                    Pra me alegrar
                                      Saia do ninho                                       Saia do ninho
                                      Vamos andar.                                        Venha dançar.

                                      Ei passarinho!                                       Ei passarinho!   
                                      Vamos andar                                         Vamos dançar
                                      Saia do ninho                                        A valsa dos deuses
                                      Pra não voltar.                                       Ao som do luar.
                                                                                                                J.Batista

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

 

O Grande Plano

Hoje acordei decidido:
vou mudar a minha vida.

Levantei cedo,
fiz café,
abri a janela,
olhei o céu...

Achei melhor começar amanhã.

Enquanto isso,
conversei com o relógio.
Ele corria.
Eu caminhava.

No fim do dia,
chegamos juntos:
ele cansado de tanta pressa,
eu cansado de não fazer nada.

Conclusão:
a preguiça não vence o tempo...
mas faz a viagem parecer
bem mais confortável.

Mário Quintana

quinta-feira, 9 de julho de 2026

 O POETA


O poeta está presente

Quando descreve o sol poente.

Muitas vezes ao sol poente

O poeta não está presente.


O poeta mente

Ao escrever aquilo que sente.

Muitas vezes o poeta sente

Ao escrever aquilo que mente.


O poeta é como a gente.

De vez em quando, friamente, 

Se irrita, certamente,

Escrevendo o que vem na mente.


O poeta, inicialmente

Vai à nascente

E constantemente

Chega aos finalmente.


O poeta é gente

Que como todos, mente

Escreve o que sente

Quando não está presente.

J.Batista

quinta-feira, 18 de junho de 2026

 SER PEIXE

Sou um peixe

Que vive no mar

Não sei minha idade

Estou a nadar


Esta água é uma delícia

Aqui não tem poluição

Nem existe malícia

Somos todos irmãos 


Junto moramos

Sem brigar

Não existe maldade

No fundo do mar


Nossas plantas são bonitas

Estão sempre a crescer

 Ninguém as prejudicam

Jamais vão morrer


É assim o meu mundo

Onde tudo é beleza

É aqui bem no fundo

Esta natureza


Estou a nadar

E continuo sonhando

Volto a realidade

Pois estão me pescando.

                         J.Batista


quarta-feira, 17 de junho de 2026

 


NOITE 

Tenho toda a noite

Para sentir 

E conseguir 

Falar com o meu "eu". 

A noite toda tenho 

Você ao meu lado 

Se não presente, 

Em minha mente. 

Tenho a noite toda 

Para te abraçar 

E contigo reviver 

Momentos de amor. 

Tenho toda a noite 

Para olhar o céu, 

A chuva de estrelas 

Que cai sob a lua. 

Toda noite tenho 

Para dormir 

E sonhar 

Com aquilo que eu quiser. 

J.Batista

Paie uma imagem para este texto do poeta J.Batista

 Para falar a verdade

Para falar a verdade,
escuto a voz pública,
com suas grandes asas,
numerosas bocas e ouvidos,
e olhos camuflados,
espalhando a todos os lugares
tanto a mentira quanto a verdade,
e a poesia resiste
e insiste o poeta
que a mentira é uma verdade,
que se esqueceu de acontecer.
O que hei de fazer com meus versos?
Não sei mentir,
mas para falar a verdade,
concordo com o poeta quando diz,
nada mais me irrita tanto
quanto um verso de pé quebrado,
é como o trote forçado de um cavalo manco.

Bernardete Pierina Zardo

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Eliane Bernardi 

Envelheci à francesa: sem alarde, sem ruptura, 

apenas deixando o tempo assentar.

O corpo se aproveitou da minha distração.
Não sei quando foi que decidiu envelhecer, 

porque fez isso de forma silenciosa, quase elegante.
Um dia eu era movimento, urgência, promessa. 

No outro, continuidade.
Não houve um aviso claro, nem um momento exato.
O corpo foi mudando enquanto a mente seguia intacta, 

cheia de planos, curiosidades e vontades. 

As mãos ganharam histórias, o rosto aprendeu novos mapas, 

e o espelho passou a refletir alguém que não chegou de repente, 

mas foi se tornando.
O envelhecimento não bateu à porta; 

entrou enquanto eu estava ocupada vivendo.
Há algo de delicado nisso. O corpo não traiu, 

apenas acompanhou o tempo.
Ele desacelerou onde antes corria, 

pediu cuidado onde antes exigia força. Não perdeu dignidade, 

ganhou linguagem. Cada mudança passou a comunicar experiência, 

não declínio.
Envelhecer à francesa é aceitar que o tempo não precisa ser combatido, 

apenas compreendido.
É permitir que o corpo mude sem que a essência se perca.
A mente continua curiosa, o olhar atento, o coração disponível.
O corpo envelhece, sim, mas o faz com uma elegância silenciosa, 

como quem sabe que viver é transformar-se sem pedir licença.

(D A.)

sexta-feira, 15 de maio de 2026

 SEU POEMA PODE APARECER AQUI


Me envie seu poema que publico no blog.

Sinta-se a vontade para me enviar.

e-mail escritorbatista@gmail.com

Não esqueça de mandar de que país você esta enviando.

Bora Poetizar o Mundo.

ESQUECER VOCÊ


Vai ser fácil esquecer você,

Basta não olhar o céu,

Basta não lembrar do mar.


Vai ser fácil esquecer você,

Basta não pensar na alegria,

Desistir da simpatia,

Abandonar a ilusão,

Começar a viver a solidão.


Vai ser fácil esquecer você,

Basta não pensar na cor de seus olhos,

Não pensar no amor,

Não pensar na vida.


A realidade é esta,

Vai ser fácil esquecer você,

Basta não sentir, não olhar,

Esquecer a importância de sua,

De minha existência.


Vai ser fácil esquecer você,

Bem fácil...

Mas...

Vou ter que esquecer a mim mesmo. 

                         JBatista

sexta-feira, 17 de abril de 2026

quinta-feira, 2 de abril de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

 Amar, 

é gostar

de caminhar junto

lado a lado

num mundo

que caminha separado

amar

é somar

todos os gostares

húmos e humores

e sêmen e sangue

e suor e lágrimas

na alegria

e na tristeza,

por toda vida

litros derramados

de ondas mágicas,

amar,

é nunca deixar-se moldar

para caber

no corpo do outro

o amor que não liberta

é cativeiro,

é um viveiro

de pássaros

que não cantam

e morrem

com uma flor na garganta,

corpo esfolado

por dentro e por fora

só importa à pesquisa

o que une

um homem e uma mulher

é o amor à vida, amar,

caminho

de tantas idas e voltas

quando diante do despenhadeiro 

minha mão não solta

quando diante do infinito

contempla

minha asa abatida

sabendo

que os sonhos

não voltam

e mesmo seguindo

o próprio declive

com ele

estou subindo,

ah! O amor é lindo

o amor dói

é como o patinho feio

um dia 

vira cisne

é qual um copo de leite

num peito empedrado

sorvendo aos goles

a fome

que nunca ‘acaba

como’ explicar

às palavras perdidas

num corpo morto

o alinhamento

de mulheres coloridas

pelo sangue.

quem vai contar

suas histórias?

peço a Deus que volte



Berna.poeta@gmail.com 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Pra ti, Mulher

Hoje, escrevo pra ti

Para fazer-te saber

Que teu sorriso apaixona

Que sempre te admirei

Da menina brincalhona

Das broncas que levavas

Dos olhares de mil palavras

Das mãos que afagava

Do choro velado

De um belo passado.

Vi ficares adolescente

Seu corpo mudando

Seus brinquedos,

Agora outros.

Seu sentimento à flor da pele

Uma menina,

Quase mulher.

Decidida desde sempre

Com sonhos sem culpa

Se tornando poderosa

Se preparando pra vida adulta

Estuda, trabalha, lava, passa, cozinha

E as vezes tem filho,

Ainda sozinha.

Passa noites em claro

Esperando um príncipe raro.

Contemplo-te por vezes

És forte e tem coragem

Conquistaste teu espaço

Com muita maestria

És mulher em seu dia a dia.

Com orgulho do passado

Vivendo bem o presente

Com olhar no futuro

De um medo ausente

Enfrenta o mundo

Prolifera o Amor

Separa os espinhos

Pra sentir o aroma da flor

Bem me quer,

Mal me quer

E hoje escrevo,

Pra ti mulher

J.Batista

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026